Comics:
| 02.04.2015 |
As primeiras Histórias em Quadrinhos surgiram no começo do século XX, devido à busca de novos meios de comunicação, expressão gráfica e visual. O primeiro quadrinho lançado foi o The adventure of Mr. Obadiah Oldbuck, no ano de 1827, pelo artista e escritor suíço Rudolph Töpffer.



Entretanto, alguns consideram como a primeira história em quadrinhos, a criação de Richard Fenton Outcalt (The Yellow Kid) de 1896, por ter sido o primeiro artista a introduzir o uso de um novo elemento nesse tipo de produção literária, o balão, no qual os personagens contam uma história por meio de ações fragmentadas.

Nas primeiras décadas os quadrinhos eram essencialmente humorísticos, sendo essa a explicação para o nome que elas carregam ainda hoje, do inglês, comics (cômicos). Algumas destas histórias eram Little Nemo (de Winsor McCay), Mutt & Jeff (de BudFisher) e Popeye (de E.C. Segar).
No final da década de 30, surgiu o primeiro super-herói que possuía identidade secreta, Superman de Siegel and Shuste. O Superman foi criado em 1933, mas só chegou às bancas em 1938, depois que a dupla vendeu seus direitos para a DC Comics para ser publicado na revista Action Comics, aonde se inicia a Era de Ouro dos quadrinhos.

No período de 1940 até 1945 foram criados aproximadamente quatrocentos super-heróis, mas nem todos sobreviveram. O campo evoluiu, expandindo suas fronteiras e tornando-se parte da cultura de massa. Dois merecem destaque: Batman, criado em 1939 por Bob Kane, uma figura sombria, cuja fama ultrapassaria a do Superman nos anos 80, e o Capitão Marvel, de C.C.Beck, um jovem que ganhava poderes mágicos toda vez que falava a palavra Shazam!, um acrônimo de nomes de deuses antigos. Vários personagens se alistaram e foram para a II Guerra Mundial, e os quadrinhos se tornaram armas ideológicas para elevar a moral dos soldados e do povo. O maior ícone do período da guerra é o Capitão América, de Jack Kirby e Joe Simon. Na capa de sua primeira revista ele combatia o próprio Adolf Hitler.

O sucesso de Superman foi tão grande que com o tempo surgiram vários outros super-heróis. Nos anos 50 os quadrinhos foram alvo da maior caça as bruxas que já aconteceu por este meio de comunicação de massa. O psiquiatra Frederic Wertham escreveu um livro, A Sedução do Inocente (The Seduction of the Innocent), onde acusava os quadrinhos de corrupção e delinquência juvenis. Dentre as hipóteses do tratado, havia a de que a Mulher Maravilha representava ideias sadomasoquistas e a da homossexualidade da dupla Batman & Robin. Por isso foi criado o Comic Code, selo que vinha em quadrinhos próprios para crianças, justamente para dizer que aquele quadrinho não teria nenhuma má influencia para o leitor mais jovem.

As vezes era melhor deixar o herói "Gay" do que violar o código.
A Era de ouro terminou abruptamente em 1954, com a criação de uma entidade reguladora das revistas de banda desenhada, o Comics Code Authority. Com isso várias editoras decretam falência.
Na década de 60, começou a Era de Prata dos quadrinhos que consolidaram a renovação no mundo dos super-heróis.
Nos anos 80, os americanos criaram a “graphic novel” (ou romance gráfico) direcionado para o público adulto. O grande destaque e carro chefe dessa nova linha foi à história de um Batman sombrio, amargurado e violento, o cavaleiro das trevas de Frank Miller decretava a maioridade no mundo dos super-heróis. Violência, insanidade, sensualidade e dúvidas existenciais passaram a habitar os quadrinhos, vindo dentre estas obras Elektra Assassina de Frank Miller, Watchmen de David Gibbons e Alan Moore, Sandman de Neil Gaiman entre outros.
É comumente aceito que a Era de Prata foi sucedida pela Era de Bronze. O marco de transição entre um período e o outro, entretanto, não é claro, e existem diversas possibilidades tanto para o término de uma quanto para o início da outra. Uma possibilidade seria o ano de 1969, quando teriam sido publicadas as últimas revistas com preço de capa de 12 cents.
O pesquisador Arnold T. Blumberg acredita que a transição entre os dois períodos foi gradual, se estendendo desde o final da década de 1960 até 1973, quando foi publicada a história The Night Gwen Stacy Died. Nela, Gwen Stacy, a então namorada do super-herói Homem-Aranha, é morta — um dos mais emblemáticos e memoráveis momentos da história do gênero, segundo Blumberg: "[a morte de Gwen Stacy] é o evento que muitos citam como o mais tocante e mais memorável na memória coletiva dos fãs", disse em artigo de 2003. A história, segue defendendo, representaria o ápice de um ideal que vários profissionais vinham defendendo naquele período de transição: abordar temas mais maduros, ainda que estes estivessem sendo "filtrados" pela "lente simplista dos super-heróis". A morte de Stacy representaria o fim da inocência dos leitores e das histórias mais leves que haviam marcado o período.
O historiador Will Jacobs sugere como marco de transição abril de 1970, mês em que Julius Schwartz, o homem responsável por iniciar a Era de Prata, abandonou o cargo de editor da revista Green Lantern, protagonizada por um dos heróis que ele havia ajudado a reinventar, em favor de Denny O'Neil e Neal Adams.
A Era de Bronze dos quadrinhos foi um período de avanços e maturidade artística para as histórias em quadrinhos produzidas nos Estados Unidos, predominantemente no gênero de super-heróis. Sucedendo à "Era de Ouro", na qual o gênero havia adquirido um apelo excessivamente infantil e adotado fortes influências da ficção científica, a "Era de Bronze" compreenderia as publicações lançadas entre a década de 1970 e o início da década de 1980, estendendo-se até aproximadamente o ano de 1985.
Durante os anos de 1980 surgiria a arte de uma nova geração de quadrinistas internacionais, das quais se destacaram Frank Miller, Grant Morrison, Alan Moore dentre outros, que fizeram com que os críticos considerassem de fato mais esse período como diferenciado na história do gênero. Muitos o chamaram de Era Moderna dos Quadrinhos.
Durante a Era Moderna, na década de 90, os grandes desenhistas das historias em quadrinhos da atualidade saíram das duas maiores editoras de quadrinhos – a Marvel Comics e a DC Comics – e fundaram a Image Comics (os heróis eram Savage Dragon de Erik Larsen, WildC.A.T.S. e Gen 13 de Jim Lee, Spawn de Todd McFarlane, Cyberforce, Strykeforce, e The Darkness de Marc Silvestri). Durante bastante tempo, os títulos da Image foram rotulados como medíocres, pois ofereciam apenas visuais fantásticos, mas não tinham conteúdo algum. É meio difícil negar isso, pois a primeira onda da Image não tinha realmente muito a oferecer além de desenhos bonitos.

A Era Moderna ainda não terminou. Neste exato momento, algum roteirista pode estar criando alguma obra que irá revolucionar totalmente as HQs e dar início a uma nova Era.
Fontes:
- Gocast! - https://www.gocast.com.br/historia-das-historias-em-quadrinhos/
- Wikipedia - https://pt.wikipedia.org/wiki/Era_de_Ouro_da_banda_desenhada
- Wikipedia - https://pt.wikipedia.org/wiki/Era_de_Prata_da_banda_desenhada
- Wikipedia - https://pt.wikipedia.org/wiki/Era_de_Bronze_da_banda_desenhada
- Grifo Nosso - https://www.grifonosso.com/2011/06/era-dos-quadrinhos-era-de-prata/
- IMSTILLAKID - https://imstillakid.com/2014/06/17/comic-book-creators-the-golden-age-jerry-siegel-and-joe-shuster/
- Dartmouth Digital Library - https://www.dartmouth.edu/~library/digital/collections/books/ocn259708589/ocn259708589.html?mswitch-redir=classic
